Adquirir uma casa representa, normalmente, o maior investimento de uma vida.
Nos últimos anos, com a banalização do conhecimento tornou-se mais fácil o acesso à informação, e o cidadão comum tomou consciência de diversos factores que podem influenciar a sua qualidade de vida e o seu consequente conforto.
Moralizar e educar o mercado habitacional no sentido de não comprar “ gato por lebre” e aconselhar na melhor escolha — escolha racional — é o um dos objectivos desta equipa.
O Arquitecto deverá sempre utilizar as técnicas construtivas tradicionalmente utilizadas na construção de habitação em Portugal.
As construções em prefabricado de madeira, mais utilizadas nos países nórdicos ou nos Estados Unidos só deverão ser equacionadas em casos muitos especiais e enquadrados em territórios compatíveis. Habitações criadas a partir de contentores metálicos ou outras soluções semelhantes são utupias perfeitas. Ver numa Revista ou na Internet uma imagem e “tentar” reproduzi-la na “sua habitação” vai sair “mal”.
Vejamos os vários inconvenientes das situações acima refereridas.
a) Portugal não tem áreas florestais que permitam a utilização comum de madeira em construções e para que a construção tenha alguma durabilidade é necessário que as madeiras a utilizar sejam tratadas industrialmente. Lembre-se que nos países em que é muito utilizado esse tipo de construção são construções tipo de “utilização temporária”, além disso lembramos a sua vunerabilidade às situações de incêndio que infelizmente são comuns no nosso território. Nesses territórios também o flagelo dos incêndios é comum, mas “eles ainda não aprenderam” ou “mudam de local” ou “o seguro paga” mas aqui em Portugal não se consegue facilmente mudar de local e os seguros além de caros não pagam...
b) Habitações criadas a partir de módulos já prefabricados como contentores ou módulos de betão, etc... E isolar os módulos em termos térmicos? Quanto gasta? E as características sísmicas do território nacional? E as especificações técnicas obrigatórias em termos de isolação, isolamento, acústica, fenestração etc, etc. Além da grande complicação para o seu licenciamento pela Autarquia. Só por princípio os materiais a aprovar têm que estar registados e aprovados pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil).
c) A “foto” da revista ou da Net –. o desenho esboço de um rectângulo dividido em quadrados com um corredor ao meio feito “agora” com o “Paint” ou outro soft.
Estes casos são os mais comuns. Não estamos nada contra a apresentação das ideias do “promotor” mas geralmente a “ideia” tem alguns “constrangimentos” - (mais comum) “não cabe no terreno” ou cada compartimento não tem as áreas mínimas regulamentares ou quando foi tirado dum exemplo nórdico ou dos países de leste é uma “verdadeira estufa”, tem tantas áreas envidraçadas que em Portugal se traduzem num “verdadeiro forninho”. Quando têm origem nas revistas brasileiras, são as escadas não regulamentares, a compartimentação e as distâncias aos limites da propriedade, quanto à estrutura de pilares e vigas é um “desastre completo” - (lá nesses locais “a terra não treme” depois...não cabe... já é tudo diferente...onde se metem os pilares?...lá se vai o pé direito com a altura das vigas etc...
Portanto ideias não são “soluções”.
Os edifícios com a fachada em estruturas envidraçadas, são utilizados especialmente na construção de escritórios mas deverá o Arquitecto equacionar o seu enquadramento na sua implantação no território português.
As estruturas construtivas tradicionais em alvenaria de pedra deverão ser reservadas para os enquadramentos específicos em territórios rurais onde se encontrem construções semelhantes.
Haverá sempre por esta equipa uma preocupação específica sobre os aspectos do conforto ambiental e à poupança de energia.
Mas o que será que distingue, então, uma casa com classe de eficiência energética A+ das restantes?
“Uma casa A+ privilegia três aspectos.
O primeiro é a qualidade dos edifícios, das paredes, das janelas, o desempenho térmico, os isolamentos. Desde o início da minha actividade que dou importância a estes factores.
O segundo ponto é ter um edifício que tenha equipamentos de elevado grau de eficiência e baixo consumo de energia.
O terceiro diz respeito aos contributos de energia renováveis.
Os 3 aspectos que fazem com que um edifício seja A+ são a sua componente passiva e activa e a utilização de energias renováveis.
A classe de eficiência energética média em Portugal é bastante baixa especialmente nas regiões fora das cidades principais de Portugal.
O desperdício de energia nos lares portugueses é devido, essencialmente, às más soluções construtivas, e que obrigam a excessos de consumo para aquecimento ou arrefecimento.
Os portugueses passam muito mais frio nas suas casas do que os suecos, com consumos energéticos que são, eventualmente, equivalentes, mas não é por ter mais vidro ou menos vidro.
A produção e armazenamento das águas quentes sanitárias também são uma fonte de desperdício, já que os sistemas tradicionais, regra geral, não têm uma eficiência energética adequada.
No condicionamento térmico a utilização de equipamentos de ar condicionado que absorvem a energia de um local e libertam-na noutro é a forma mais adequada. Os sistemas nulti-split são compostos por diversas unidades interiores ligadas a uma só exterior. O sistema “inverter” tem um compressor com velocidade variável: varia a potência de acordo com as necessidades de climatização.
O seu consumo é mais económico, porque ao atingir a temperatura desejada, o compressor trabalha a uma velocidade mais baixa e reduz o consumo em mais de 25%.
No que respeita a indivíduos com necessidades especiais ou deficiências esta equipa como esteve sempre envolvida em Projectos especiais para zonas técnicas com várias condicionantes técnicas especiais, necessitou sempre ter em consideração na execução dos projectos condicionantes de acessibilidade especiais tanto interiormente como nas envolventes.
A Habitação é não só o elemento estruturante da paisagem urbana como também a peça que organiza o território rural. Como tal a casa e o acto de habitar é fundamental não só do ponto de vista da funcionalidade para quem habita como para quem percorre o espaço público.
É esta dualidade entre interior e exterior, entre fachada e pavimento, entre público e privado, entre tradicional e moderno, que acaba por marcar todos os projectos de habitação.
O contexto legal ao longo dos anos tem também evoluído e hoje é altamente exigente Para além das questões de salubridade e habitabilidade, reflecte hoje tendências que se iniciaram faz algum tempo como a melhoria do comportamento térmico, a eficiência energética e a sustentabilidade ambiental.
O debate entre a construção com métodos construtivos alternativos ou tradicionais está também em cima da mesa, mas se quer uma casa “para uma vida” não pense nos alternativos...Mas como vai ter que pagar “durante uma vida” é melhor “arrumar ideias”.
Por fim, a casa é também o espaço de confronto entre aquilo que são as constantes vanguardas estéticas que defendem sempre a modernidade contra as correntes de pensamento estético mais conservadores que defendem as estéticas tradicionais de cariz clássico.
Da nossa parte gostamos de sublinhar a nossa atitude descomprometida a todos os níveis e que aceita o ecletismo como a resposta mais sensata na medida em que nos permite reagir com sensatez e rigor a cada programa, orçamento, cliente e lugar.
Na actualidade convido a comunidade a repensar a distribuição interior dos espaços da habitação. Após a pandemia o pensamento sobre a vivencia dentro de uma habitação vem sendo repensado por esta equipa.
Será admissível ter espaços específicos para utilização de tele-trabalho ou tele-estudo? Será necessário repensar os espaços sociais?
Será necessário repensar os micro espaços de preparação das refeições e zonas de comer?
Será necessário repensar o espaços de Salas de Estar ou dos Quartos?
E as Instalações Sanitárias, os closets, as despensas, os arrumos ou as zonas de tratamento de roupas.
E garagens? Aqui a situação é perfeitamente actual. Uma casa terá uma longa vida útil, a mobilidade está a alterar-se a um ritmo alucinante se compararmos com a vida útil de uma casa. Cada dia que passa mais se utilizarão os veículos que necessitam ser abastecidos com energia eléctrica. Não se podem ter garagem diminutas.
A nossa equipe está preparada para lhe resolver todas estas situações.